Karl Marx, o pai do Comunismo. O homem que queria se vingar contra Deus

“Assim, o Céu eu perdi, e sei disso muito bem. Minha alma, que já foi fiel a Deus, está escolhida para o Inferno.”

“Nada, senão a vingança, restou para mim.”

“Eu desejo me vingar contra Aquele que governa lá em cima.” 

(Karl Marx 1818-1883)

Não há registro, em toda a História, de um século mais sangrento do que o século vinte. E muito desse sangue derramado se deveu a um dos mais diabólicos regimes políticos jamais concebidos, o Comunismo. Fazendo as contas, e por baixo, podemos verificar pelos dados históricos que pelo menos 120 milhões de pessoas foram mortas em consequência direta da atuação desta ideologia anticristo, mais especificamente durante o período dos carniceiros Lênin na União Soviética e Mao Tse Tung na China. Esta é também a ideologia mãe do Partido dos Trabalhadores, o PT, do monstruoso regime cubano e de tantas outras ideologias utópicas e atéias filhas das funestas concepções do prussiano Karl Marx.

Filho de judeus convertidos ao Cristianismo, Karl Marx nasceu em 1818 em Trier, na antiga Prússia. Recebeu a oportunidade de frequentar boas escolas e viveu sua infância sem conhecer a fome ou a necessidade. Estudou Direito, Filosofia e História na Alemanha. Recebeu ensinamentos cristãos e professava ser, ele mesmo, um servo de Cristo. Em sua juventude chegou a escrever uma obra intitulada de “Pensamentos de um Jovem antes de escolher uma Profissão”, na época em que afirmava: “portanto, unidade com Cristo internamente exalta, conforta nas provações, e abre o coração para amar as pessoas, não por causa do nosso orgulho ou por sede de fama, mas por causa de Cristo.”

Todavia, por razões que somente Deus conhece, esse homem virou as costas para Deus, aderindo aos mais satânicos ensinamentos e elaborando, ele próprio, idéias e conceitos totalmente de acordo com a vontade e os princípios de Satanás. Talvez o triste caso de Karl Marx tenha sido um dos mais notáveis e apavorantes casos de apostasia de que se tem notícia.

Karl Marx tornou-se um professo inimigo de Deus e viveu sua vida em intensa e agonizante amargura e ódio, chegando a escrever estas curiosas palavras:

“Eu estabelecerei meu trono em cima; Frio e terrível será o seu apogeu”

Muito estranho, porém sabemos quem disse algo semelhante:

“Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” Isaías, 14:13,14

Para os que não sabem, foram estas as palavras proferidas por Lúcifer quando deu início à sua amarga e tresloucada rebelião contra o Criador, o que resultou em sua condenação eterna ao Lago do Fogo, segundo vemos em Apocalipse 20:10.

Muito se fala sobre a famosa obra de Karl Marx chamada de O Capital (escrita em 1867), porém muito pouco se ouve de uma obra bem íntima que também escreveu chamada de Oulanem. Em meio às mentirosas propagandas das ideologias atéias, opressoras e comunistas, O Capital é sempre mencionado, enquanto sua obra Oulanem é frequentemente ocultada. E por que? Vejamos um trecho desta tétrica e medúsica obra de Karl:

“Evaporações infernais se levantam e enchem meu cérebro,

até que eu enlouqueça e que meu coração não mude dramaticamente.

Vêem esta espada? O rei das trevas a vendeu a mim.” 

Karl Marx, do verso Nidler;Oulanem

Vejamos mais uma amostra desta sórdida e nauseabunda obra do pai do Comunismo:

“Pois ele está marcando o tempo e dando sinais.

Mais audaciosamente ainda eu executo a dança da morte.

E eles também: Oulanem, Oulanem.

Este nome soa como a morte,

E soará até que não pare em formas miseráveis.

Alto! Agora eu já tenho.

Se levanta da minha alma, claro como o ar,

E duro como os meus ossos.

E ainda assim tu personificas a humanidade.

Eu te poderei tomar pelo poder de minhas poderosas mãos,

E esmagar-te com força feroz,

Enquanto o abismo se fende diante de mim,

E tu na escuridão.

Tu cairás no abismo e eu te seguirei,

Gargalhando e sussurrando em teus ouvidos:

“Venha para baixo juntamente comigo, companheiro!” Karl Marx, Oulanem

Mais uma amostra? Vamos a ela:

“Pereci, pereci. O meu tempo se esgotou.
O relógio parou, a pequena construção ruiu.
Logo abraçarei a eternidade, e com um grito,
Proferirei gigantesca maldição para toda a humanidade.” 

Karl Marx, Oulanem

A História também registra que Karl Marx era um indivíduo devasso e que vivia afundado em dívidas e que vivia constantemente embriagado. Ao mudar-se para a França, lhe foi oferecido um emprego em um jornal chamado de Anais Franco-Germânicos, onde trabalhavam Michael Bakunin, um anarquista russo, e Friedrich Engels, filho de um industrial alemão. Foi por essa época que Marx passou a se autodenominar comunista, alegando ter ficado impressionado com a pobreza do povo parisiense. Afundado em dívidas, Marx passou a ser sustentado por Engels, podendo dedicar seu tempo à elaboração de suas conhecidas e bizarras teorias econômicas e sociais. De suas concepções mirabolantes e notavelmente anticientíficas surgiu o famoso Manifesto Comunista, uma obra influenciada pelos rascunhos de Engels em seu Princípios do Comunismo. O Manifesto Comunista foi publicado em fevereiro de 1848. Em 1867 Karl Marx publica Das Kapital (O Capital), um dos maiores embustes em termos de teorias econômicas jamais concebidos.

Na realidade, o que está por trás das idéias de Karl Marx não são preocupações humanitárias e muito menos amor ao próximo. Vejamos o que diz Richard Wurmbrand, autor do livro Marx & Satan (Marx & Satanás):

"Não há evidências para a crença de que Marx mantinha nobres ideais com relação à humanidade e teria adotado uma postura anti-religiosa por ter visto a religião como obstáculo a esses ideais. Do contrário, Marx odiava qualquer noção de Deus ou deuses e estava determinado a ser o homem que ia tirar Deus do cenário - tudo isso antes de abraçar o socialismo, que seria apenas a isca para que proletários e intelectuais adotassem para si esse intento demoníaco."

Para piorar a situação (de Marx), um de seus amigos mais íntimos, Mikhail Bakunin, ao lado de quem Karl Marx fundou a Primeira Internacional Comunista, deixou trechos que nos podem mostrar a explícita e estreita relação do Marxismo-Comunismo com o Satanismo. Senão vejamos:

"Satanás o rebelde eterno, o primeiro livre-pensador e o emancipador de mundos. Ele faz com que o homem se sinta envergonhado de sua bestial ignorância e de sua obediência; ele o emancipa, estampa em sua fronte o selo da liberdade e da humanidade, instando-o a desobedecer e comer o fruto do conhecimento."
Ora, que resultados se poderiam obter de um sistema político-ideológico que teve suas origens em um homem cujo coração exalava ódio, amargura e rancor? 

Na foto, da esquerda para a direita: Fidel Castro, Lula da Silva, Nestor Kirschner e Hugo Chavez. Todos membros do Foro de São Paulo, uma Organização que planeja transformar toda a América Latina em um continente totalmente dominado e manipulado pelo Comunismo.

O autor Paul Johnson conseguiu sintetizar bem os resultados práticos da obra de Karl Marx:

"No devido tempo, Lênin, Stálin e Mao Tsé-Tung puseram em prática, numa imensa escala, a violência que Marx trazia em seu íntimo e que transpira em sua obra."

Conclusão:

1- É fato inquestionável que por onde quer que tenha passado o Comunismo (Rússia, China, Coréia do Norte, Albânia, Cuba, etc) o resultado é invariavelmente o mesmo: Propagação do Ateísmo, perseguições religiosas, totalitarismo, opressão, chantagens, mentiras, ruína, atraso, miséria e morte.

2- É igualmente fato que todos os postulados teóricos econômicos de Karl Marx resultaram em, no mínimo, um espetacular e catastrófico fracasso quando postos em prática.

3- Também é fato que muitos que se alegam ou que se alegaram socialistas, esquerdistas, populistas, populares, ou termos equivalentes, e que pregaram o Comunismo/Socialismo como mera desculpa permissiva para se lançarem em busca de poder político e econômico não passaram de um bando de pilantras, facínoras, mentirosos e criminosos. Os exemplos de Fidel Castro, de Lênin, Stalin, Mao Tse-Tung, e outros mais, são autênticas evidências disto.

Nada melhor para um bando de bandidos e de ladrões, famintos por dinheiro e poder, do que se travestirem de “líderes socialistas” e lançarem suas patas e caudas pelo lamacento território ideológico marxista-comunista desprezando a menor noção de verdadeira justiça. Ou seja, o Comunismo além de ser uma mentira em si mesmo, é um excelente veículo para todo tipo de fraude que se pode querer imaginar cometer. 

4- O Comunismo e a Bíblia são frontalmente opostos!

5- O Satanismo e o Comunismo têm muito em comum, e o que os une é o ódio comum contra Deus e contra os homens. Não infrequentemente, homens libertinos, vagabundos e preguiçosos abraçam os ideais comunistas apenas como forma de expressarem seu ódio e inveja contra os que são prósperos economicamente ( prosperidade às custas de seus próprios esforços e trabalho árduos). Alguns desses crápulas conseguem obter cargos políticos, lideranças sindicais e alguns até conseguem se tornar presidente da república.

6- O Comunismo foi responsável pela tortura e morte de cerca de 200 milhões de seres humanos, mais do que o total de mortos da Primeira Guerra Mundial e da Segunda Grande Guerra somados!

 Os Símbolos do Comunismo

.A Foice simboliza a Morte

.O Martelo a Destruição

.A Estrela vermelha, o Pentagrama Satânico

.O vermelho, o sangue dos adversários

"De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más." Eclesiastes 12:13,14

— INTELLECTUS

Referências:

1- Dr. Fred C. Schwarz, Why Communism Kills: The Legacy of Karl Marx, a tract published by Christian Anti-Communism Crusade (C.A.A.C.), pp. 4-6.

2- 2006, Mídia sem Máscara, Norma Braga: Era Marx Satanista?

3- 2004, Huascar Terra do Valle: As origens satânicas do comunismo

4-1997, Georgi Marchenko: Karl Marx?

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A máscara do gigante - Copa, Dilma e Lula

O mito da seleção Canarinho nos fazia sonhar formosos sonhos. Mas no futebol, assim como na política, é mau viver sonhando e sempre preferível se ater à verdade, por mais dolorosa que seja

Fiquei muito envergonhado com a cataclísmica derrota do Brasil frente à Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, mas confesso que não me surpreendeu tanto. De um tempo para cá, a famosa seleção Canarinho se parecia cada vez menos com o que havia sido a mítica esquadra brasileira que deslumbrou a minha juventude, e essa impressão se confirmou para mim em suas primeiras apresentações neste campeonato mundial, onde a equipe brasileira ofereceu uma pobre figura, com esforços desesperados para não ser o que foi no passado, mas para jogar um futebol de fria eficiência, à maneira europeia.

Nada funcionava bem; havia algo forçado, artificial e antinatural nesse esforço, que se traduzia em um rendimento sem graça de toda a equipe, incluído o de sua estrela máxima, Neymar. Todos os jogadores pareciam sob rédeas. O velho estilo – o de um Pelé, Sócrates, Garrincha, Tostão, Zico – seduzia porque estimulava o brilho e a criatividade de cada um, e disso resultava que a equipe brasileira, além de fazer gols, brindava um espetáculo soberbo, no qual o futebol transcendia a si mesmo e se transformava em arte: coreografia, dança, circo, balé.

Os críticos esportivos despejaram impropérios contra Luiz Felipe Scolari, o treinador brasileiro, a quem responsabilizaram pela humilhante derrota, por ter imposto à seleção brasileira uma metodologia de jogo de conjunto que traía sua rica tradição e a privava do brilhantismo e iniciativa que antes eram inseparáveis de sua eficácia, transformando seus jogadores em meras peças de uma estratégia, quase em autômatos.

Não houve nenhum milagre nos anos de Lula, e sim uma miragem que agora começa a se dissipar

Contudo, eu acredito que a culpa de Scolari não é somente sua, mas, talvez, uma manifestação no âmbito esportivo de um fenômeno que, já há algum tempo, representa todo o Brasil: viver uma ficção que é brutalmente desmentida por uma realidade profunda.

Tudo nasce com o governo de Luis Inácio ‘Lula’ da Silva (2003-2010), que, segundo o mito universalmente aceito, deu o impulso decisivo para o desenvolvimento econômico do Brasil, despertando assim esse gigante adormecido e posicionando-o na direção das grandes potências. As formidáveis estatísticas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística difundia eram aceitas por toda a parte: de 49 milhões os pobres passaram a ser somente 16 milhões nesse período, e a classe média aumentou de 66 para 113 milhões. Não é de se estranhar que, com essas credenciais, Dilma Rousseff, companheira e discípula de Lula, ganhasse as eleições com tanta facilidade. Agora que quer se reeleger e a verdade sobre a condição da economia brasileira parece assumir o lugar do mito, muitos a responsabilizam pelo declínio veloz e pedem uma volta ao lulismo, o governo que semeou, com suas políticas mercantilistas e corruptas, as sementes da catástrofe.

A verdade é que não houve nenhum milagre naqueles anos, e sim uma miragem que só agora começa a se esvair, como ocorreu com o futebol brasileiro. Uma política populista como a que Lula praticou durante seus governos pôde produzir a ilusão de um progresso social e econômico que nada mais era do que um fugaz fogo de artifício. O endividamento que financiava os custosos programas sociais era, com frequência, uma cortina de fumaça para tráficos delituosos que levaram muitos ministros e altos funcionários daqueles anos (e dos atuais) à prisão e ao banco dos réus.

As alianças mercantilistas entre Governo e empresas privadas enriqueceram um bom número de funcionários públicos e empresários, mas criaram um sistema tão endiabradamente burocrático que incentivava a corrupção e foi desestimulando o investimento. Por outro lado, o Estado embarcou muitas vezes em operações faraônicas e irresponsáveis, das quais os gastos empreendidos tendo como propósito a Copa do Mundo de futebol são um formidável exemplo.

O governo brasileiro disse que não havia dinheiro público nos 13 bilhões que investiria na Copa do Mundo. Era mentira. O BNDES (Banco Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social) financiou quase todas as empresas que receberam os contratos para obras de infraestrutura e, todas elas, subsidiavam o Partido dos Trabalhadores, atualmente no poder. (Calcula-se que para cada dólar doado tenham obtido entre 15 e 30 em contratos).

As obras da Copa foram um caso flagrante de delírio e irresponsabilidade

As obras em si constituíam um caso flagrante de delírio messiânico e fantástica irresponsabilidade. Dos 12 estádios preparados, só oito seriam necessários, segundo alertou a própria FIFA, e o planejamento foi tão tosco que a metade das reformas da infraestrutura urbana e de transportes teve de ser cancelada ou só será concluída depois do campeonato. Não é de se estranhar que o protesto popular diante de semelhante esbanjamento, motivado por razões publicitárias e eleitoreiras, levasse milhares e milhares de brasileiros às ruas e mexesse com todo o Brasil.

As cifras que os órgãos internacionais, como o Banco Mundial, dão na atualidade sobre o futuro imediato do país são bastante alarmantes. Para este ano, calcula-se que a economia crescerá apenas 1,5%, uma queda de meio ponto em relação aos dois últimos anos, nos quais somente roçou os 2%. As perspectivas de investimento privado são muito escassas, pela desconfiança que surgiu ante o que se acreditava ser um modelo original e resultou ser nada mais do que uma perigosa aliança de populismo com mercantilismo, e pela teia burocrática e intervencionista que asfixia a atividade empresarial e propaga as práticas mafiosas.

Apesar de um horizonte tão preocupante, o Estado continua crescendo de maneira imoderada – já gasta 40% do produto bruto – e multiplica os impostos ao mesmo tempo que as “correções” do mercado, o que fez com que se espalhasse a insegurança entre empresários e investidores. Apesar disso, segundo as pesquisas, Dilma Rousseff ganhará as próximas eleições de outubro, e continuará governando inspirada nas realizações e logros de Lula.

Se assim é, não só o povo brasileiro estará lavrando a própria ruína, e mais cedo do que tarde descobrirá que o mito sobre o qual está fundado o modelo brasileiro é uma ficção tão pouco séria como a da equipe de futebol que a Alemanha aniquilou. E descobrirá também que é muito mais difícil reconstruir um país do que destruí-lo. E que, em todos esses anos, primeiro com Lula e depois com Dilma, viveu uma mentira que seus filhos e seus netos irão pagar, quando tiverem de começar a reedificar a partir das raízes uma sociedade que aquelas políticas afundaram ainda mais no subdesenvolvimento. É verdade que o Brasil tinha sido um gigante que começava a despertar nos anos em que governou Fernando Henrique Cardoso, que pôs suas finanças em ordem, deu firmeza à sua moeda e estabeleceu as bases de uma verdadeira democracia e uma genuína economia de mercado. Mas seus sucessores, em lugar de perseverar e aprofundar aquelas reformas, as foram desnaturalizando e fazendo o país retornar às velhas práticas daninhas.

Não só os brasileiros foram vítimas da miragem fabricada por Lula da Silva, também o restante dos latino-americanos. Por que a política externa do Brasil em todos esses anos tem sido de cumplicidade e apoio descarado à política venezuelana do comandante Chávez e de Nicolás Maduro, e de uma vergonhosa “neutralidade” perante Cuba, negando toda forma de apoio nos organismos internacionais aos corajosos dissidentes que em ambos os países lutam por recuperar a democracia e a liberdade. Ao mesmo tempo, os governos populistas de Evo Morales na Bolívia, do comandante Ortega na Nicarágua e de Correa no Equador – as mais imperfeitas formas de governos representativos em toda a América Latina – tiveram no Brasil seu mais ativo protetor.

Por isso, quanto mais cedo cair a máscara desse suposto gigante no qual Lula transformou o Brasil, melhor para os brasileiros. O mito da seleção Canarinho nos fazia sonhar belos sonhos. Mas no futebol, como na política, é ruim viver sonhando, e sempre é preferível – embora seja doloroso – ater-se à verdade.

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/11/opinion/1405089994_921237.html

As elites vermelhas - Nelson Motta

Como um Felipão atordoado, Lula volta ao velho ‘nós contra eles’, que o derrotou três vezes e o obrigou a fazer a ‘Carta aos brasileiros’ para ganhar a eleição

Lula inventou uma bizarra luta de classes, em que não são os pobres que odeiam os ricos por sua opressão, exploração e privilégios, são os ricos que não suportam que os pobres comam, tenham um teto e, suprema afronta, viajem de avião pagando em dez vezes. E não se contentam em explorá-los e desprezá-los, amam odiá-los, logo eles, que vão consumir os bens e serviços que os ricos produzem para ficarem ainda mais ricos. Isso não é coisa de rico, é de burro, e Lula, rico, de burro não tem nada.

Com o país vivendo uma era de prosperidade desde o Plano Real, os três governos petistas não só tiraram milhões da miséria e alçaram milhões da pobreza à classe média, como criaram uma nova classe de ricos, ocupando milhares de cargos no governo, nas estatais, nos estados e nas prefeituras. É o pleno emprego, partidário.

Apenas com os altos salários e vantagens, sem falar nas infinitas possibilidades de intermediações, roubos e achaques, são legiões de novos ricos que formam uma “elite vermelha” — que ama os pobres, mas adora o luxo porque ninguém é de ferro, e não xinga presidentes, a não ser Sarney, Collor e FH. Nos anos 60, havia a “esquerda festiva”, mas hoje a esquerda é profissional. É o povo no poder… rsrs.

Pior do que ser pobre, que pode ficar rico, é ser burro, que não vira inteligente, ou fanático, para acreditar nisso. Mesmo rico e inteligente, Lula não está percebendo que velhos truques não estão mais funcionando — e está difícil criar novos bordões e bravatas. Essa de odiar os pobres não colou, porque os ricos agora “é nóis”. Como um Felipão atordoado, Lula volta ao velho “nós contra eles”, que o derrotou três vezes e o obrigou a fazer a “Carta aos brasileiros” para ganhar a eleição.

Doze anos de governos de um partido, até de bons governos, de qualquer partido, produzem profundo e inevitável desgaste e provocam desejos de mudança no eleitorado que progrediu nesse tempo, que está mais informado e exigente, e quer mais e melhor. Mas quando um governo é mal avaliado, com crescimento baixo e inflação alta, vítima de seus próprios erros…

É o eles contra eles.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/as-elites-vermelhas-13126758#ixzz36hOUsBct
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União Brasileira Socialista Soviética - luiz felipe pondé

U.B.S.S

16/06/2014 02h00

União Brasileira Socialista Soviética. Piada de mau gosto mesmo, também acho, mas a pena mesmo é que a discussão política entre nós seja da idade da pedra e o socialismo ainda seja levado a sério. A piada de mau gosto mesmo é que estamos à beira de um golpe de Estado invisível no Brasil.

O leitor e a leitora já estão a par do decreto do governo que institui a Política Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação Social? Trata-se de decreto para aparelhar movimentos como o MST (gente que quer tomar a terra alheia), o MTST (gente que discorda da ideia de que se deve pagar pelo teto em que mora) e outros movimentos que englobam gente “sem algo” e acham que a sociedade deve dar pra eles. Esses grupos darão um golpe de Estado invisível. Tudo fruto, é claro, de setores do PT radical e os raivosos ex-PT, hoje em pequenos partidos.

Esse decreto é um golpe de Estado sem dizer que é. Lentamente, os setores mais totalitários do país, amantes de ditaduras do proletariado (ou bolivarianas) voltam à cena no Brasil. Comitês como esses tornam os poderes da República reféns de gente que passa a vida sendo profissional militante. Quando você acordar, já era, leis serão passadas sem que você possa fazer algo porque estava ocupado ganhando a vida.

Pergunte a si mesmo uma coisa: você tem tempo de ficar parando a cidade todo dia, acampando em ruas todo dia, discutindo todo dia? Provavelmente não, porque tem que trabalhar, pagar contas, levar filhos na escola, no hospital, e, acima de tudo, pagar impostos que em parte vão para as mãos desses movimentos sociais que se dizem representantes da “sociedade”.

Mas a verdade é que a maioria esmagadora de nós, a “sociedade”, não pode participar desses comitês porque não é profissional da revolução.

Tais movimentos que se dizem sociais, que afirmam que as ruas são deles, mentem sobre representarem a sociedade. Mesmo greves como a do metrô, capitaneada por uma filial do PSTU, não visa apenas aumentar salários. Visa instaurar a desordem para que o Brasil vire o que eles acham que o Brasil deve ser.

Afinal, de onde vem a grana que sustenta essa moçada dos movimentos sociais? A dos sindicatos, sabemos, vem dos salários que são obrigatoriamente onerados para que quem trabalha sustente os profissionais dos sindicatos. Mas, até aí, estamos na legalidade de alguma forma. Mas e os “sem-Macs” ou “sem-iPhones”, vivem do quê? Quando os vemos na rua, não parecem estar passando fome e frio como dizem que estão. Essa gente é motivada e sustentada de alguma forma.

Por que não se exige entrar nas contas do MST e MTST e descobrir de onde vem a grana deles? Quem banca toda essa estrutura militante? Temo, caro leitor e cara leitora, que sejamos nós, os mesmos que eles consideram inimigos, a menos que concordemos com eles.

Uma das grandes mentiras desses movimentos sociais é dizer que combatem a “elite econômica”, que, aliás, em dia de greve, fica em casa porque não precisa de fato se virar pra ir trabalhar.

Quem sofre com esses movimentos que arrebentam o cotidiano é gente que perde o emprego, perde o negócio, perde a vida se fica parada no trânsito ou na fila. É gente que, quando muito, anda de carro 1.0, não gente que anda de helicóptero.

É diarista, empregada doméstica, porteiro de prédio, professor, estudante sem grana e que tem que pagar a faculdade, não riquinhos da zona oeste paulistana que fazem sociais para infernizar a vida dos colegas.

É médico que tem três empregos, é dona de casa que cuida de filhos e trabalha fora, é trabalhador da construção civil, é gente “mortal”, comum, que não pode se defender dos caras que fecham a cidade dizendo que fazem isso em nome do “povo”.

Os movimentos sociais têm demonstrado seu caráter autoritário. Pensam que as ruas são o quintal de seus comitês, que aparelharão os poderes da República.

Se não bastasse isso tudo, vem aí o controle social da mídia. Dizer que será apenas para evitar monopólios é achar que somos idiotas. Veja o que aconteceu na Argentina.

luiz felipe pondé

Luiz Felipe Pondé, pernambucano, filósofo, escritor e ensaísta, doutor pela USP, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC-SP e da Faap, discute temas como comportamento contemporâneo, religião, niilismo, ciência. Autor de vários títulos, entre eles, ‘Contra um mundo melhor’ (Ed. LeYa). Escreve na Folha de São Paulo às segundas.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2014/06/1470848-ubss.shtml

Só existe renúncia com boa vontade, por amor.

A estupidez impede a maioria de perceber que não existe caridade ou boa vontade imposta.
Ninguém aceita imigração, perda de direitos, confisco de grana numa boa. O ser humano é um sobrevivente e como tal deve ser encarado.
O cristianismo é uma das poucas maneiras da pessoa dar por amor, o que não admitiria perder por obrigação.
O comunismo achou que poderia substituir Deus e o amor por justiçamento.
Não deu certo e nunca dará.
Só existe renúncia com boa vontade, por amor.